A sabedoria é a constante busca das causas que nos guia a verdadeira essência das coisas. Sob esse olhar, o carisma Luz da Vida sentiu em suas entranhas o chamado a vocação intelectual, com o intuito de buscar conhecer incessantemente a luz de nossas vidas que emana do próprio Deus.  

“Pensamos com toda nossa alma”, a exclamativa do filósofo Platão, nos leva a reflexão de que as atividades conduzidas pelo nosso intelecto estão diretamente entrelaçadas às profundezas do nosso espírito. Por esse motivo, a inteligência desenvolve seus raciocínios em sua plenitude quando cultiva incessantemente um espírito virtuoso. Esse raciocínio vai ao encontro da meditação proposta pelo cultuado teólogo e místico Hugo de São Vitor, para o qual o estudo ordena uma série de atividades do corpo e do espírito, sendo todas orientadas mediante auxílio da graça com o fim de chegarmos à contemplação 

Seguindo a lógica dessa concepção, o estudo deve ser visto como um ofício divino, possuindo como fim último a contemplação da verdade. Para aqueles que buscam um progressivo desenvolvimento no trabalho intelectual, faz-se imprescindível um contínuo treino da mente, por meio de uma árdua formação, delineada por métodos eficazes e por planejamentos resolutos.  

A sabedoria nos direciona a um caminho de sacrifício, de mortificação da nossa carne, de renúncia às nossas paixões, sendo esse o próprio caminho da ascese cristã. A vivência de uma vida regrada tem como propósito purificar nossa mente e consequentemente nossa alma para chegarmos à contemplação do eterno. Assim, devemos voltar nosso espírito a todo momento aos bens celestiais, não buscando a sabedoria por ela mesma, mas como meio para se chegar à união com Deus. 

Dessa forma, a vida de um sábio é sobretudo a vida de um santo, na qual as falácias mundanas e os bens temporais não penetram seu interior. Sua autêntica liberdade o conduz a vivência da vida em plenitude prometida pelo próprio Cristo. Somente homens santos e sábios são capazes de subverter os alicerces uma sociedade tão corrompida como a nossa, direcionando o olhar da humanidade para o olhar arrebatador de Cristo. Assim, para iluminarmos as trevas do mundo com a luz da vida devemos sobretudo ser santos e sábios.